Soldado da PM que transmitiu a própria prisão ao vivo ganha liberdade após 9 meses - ASSFAPOM - Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia

Soldado da PM que transmitiu a própria prisão ao vivo ganha liberdade após 9 meses

O soldado Nero Walker, da Polícia Militar, preso desde junho de 2017 por conta da greve da categoria, foi solto nesta segunda-feira (2), na audiência de deliberação sobre o caso...

02/04/2018 - [22:39] - Notícias

O soldado Nero Walker, da Polícia Militar, preso desde junho de 2017 por conta da greve da categoria, foi solto nesta segunda-feira (2), na audiência de deliberação sobre o caso. A informação é da Associação de Cabos e Soldados do Espírito Santo.

Nero Walker foi preso no dia 16 de junho. Na ocasião, ele transmitiu ao vivo no Facebook o cumprimento de um mandado de prisão e de busca e apreensão na própria casa.

“Pedimos a antecipação da audiência e durante 60 minutos demonstramos que a manutenção da prisão de Nero Walker era desnecessária. O Ministério Público foi favorável ao argumento e o conselho formado por quatro juízes votou sobre o caso”, afirmou o advogado da associação, Victor Abreu.

O conselho é formado por três militares e um togado. Dos votos, o único a favor da manutenção da prisão do soldado partiu de um militar.

Apesar de estar em liberdade, a recomendação é de que Nero Walker deverá ter cuidado e ser comedido quando for expressar seus pensamentos e opiniões, principalmente nas redes sociais, segundo a Associação.

A Justiça informou na decisão que, caso o militar volte a fazer críticas ao governo e ao comando em suas redes sociais, poderá ser preso novamente.

Na época, a PM informou, em nota, que a prisão aconteceu porque o soldado Nero cometeu crimes de natureza militar.

Protesto da família

No dia do aniversário do soldado, no dia 22 de janeiro de 2018, a família de Nero fez um ato na frente do Quartel do Comando geral da PM, em Vitória.

“Eu e minha filha estamos aqui porque hoje é aniversário dele. A gente nunca passou um aniversário longe. É o primeiro que estamos afastados. Queremos que quando ele saia, saiba que estamos aqui por ele”, disse a mãe dele, Sandra Regina na época.

No início do vídeo, é possível ouvir a voz de policiais do lado de fora da casa, pedindo para que o soldado saísse. “É só colocar um short e sair”, é possível ouvir. Segundos depois, o PM repete o chamado: “Chega aqui na porta, Nero. [...] Está ouvindo, Nero?”.

O soldado responde que vai colaborar e, ao chegar ao portão, pergunta o porquê de ter que abrir a porta para o coronel. A resposta é de que há uma ordem judicial.

Nero pede que o mandado seja entregue, mas o coronel insiste que o soldado deve abrir o portão. Nero questiona e consegue ter acesso ao documento, entre as grades do portão.

O mandado de prisão preventiva, lido por um dos policiais militares, determina a localização e a prisão do soldado, que deve ser recolhido ao presídio do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Estado.

"Conforme determinado na decisão proferida nesta data, na forma dos artigos 254, 255, alíneas A e E do Código do Processo Penal Militar", diz o documento.

O mandado de busca e apreensão, lido por Nero durante o vídeo, é de busca domiciliar, “visando apreensão de celulares, notebooks, computadores, estação de trabalho, pen drive, CDs e DVDs na forma do artigo 171 e 172, alíneas alineas D, E e H do Código do Processo Penal Militar".

Fonte: g1.globo.com/es/espirito

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